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com a Capela Nossa Senhora da Medalha Milagrosa

O Rosário : Um tesouro a ser redescoberto !

Já viram um terço?
É um encadeado de elos macios, que nos une a Deus, nosso Pai, e também a todos os nossos irmãos em Cristo.
Esta espécie de corrente, filial e fraterna, converge para uma cruz, pois é o Cristo quem abre o caminho para a oração e nos conduz a ela.
“Rezar o Rosário nada mais é do que contemplar, com Maria, a face do Cristo” escreveu o Papa João Paulo II em sua Carta Apostólica de 16 de dezembro de 2002, sobre o Rosário.
Rezemos pois o terço, usufruindo da atmosfera espiritual da Capela da "rue du Bac", em união de espírito com os fiéis e os peregrinos reunidos diariamente às 16 horas (horário da França) para a reza do terço.

História do Rosário

As origens
Desde os primórdios da Igreja, Maria Santíssima permanece unida ao seu Filho,pelo amor dos cristãos e pela oração dos fiéis.
No século III, os cristãos se voltavam para Maria, retomando as palavras do Anjo Gabriel na Anunciação: "Ave, cheia de graça."
No século IX, a antífona do ofertório do 4º Domingo do Advento acrescenta à saudação do Anjo, a exclamação de Elizabeth , por ocasião da Visitação. E este texto, que constitui a primeira parte da Ave-Maria, assim permaneceu até o final do século XV, quando lhe foi acrescentado o nome de Maria.
No século XII, a devoção à Nossa Senhora assume considerável importância no Ocidente. A antífona da Ave Maria torna-se uma oração popular que todos gostavam de rezar. Como aconteceu simultaneamente, no Oriente, o nome de Jesus torna-se muito repetido nas chamadas orações jaculatórias.
Nos mosteiros, essas orações começaram a substituir os Pai Nossos que os Irmãos Conversos rezavam, enquanto os monges cantavam os Salmos em latim.
E é provável que tenha havido uma influência indireta dos muçulmanos, devido à convivência com os cristãos, nas peregrinações à Terra Santa e/ou também durante as primeiras Cruzadas, pois começou-se a usar cordas cheias de nós e, mais tarde, grãos ou contas para contar os Salmos, os Pai-Nossos e as Ave-Marias. Referimo-nos ao Saltério de Nossa Senhora.
No século XIII, a grande mística, Santa Gertrudes, acrescenta o nome de Jesus no final da primeira parte da Ave Maria.
No século XIV as pessoas gostavam de adornar as imagens de Nossa Senhora com pequenas coroas de flores, com terços, ou com guirlandas de rosas, ou melhor, com "rosários", como os que eram colocados na cabeça das jovens, em dias de festa. É daí que se originou o nome de Rosário para designar os lindos e variados terços que servem para contar o número de Pai Nossos e de Ave Marias que formam o Rosário.
Cada Ave Maria é uma rosa oferecida à Nossa Senhora!

O Cartuxo, Domingos, pai do Rosário

No século XV, na Prússia (Alemanha), o prior da Cartuxa de Trèves aconselha a um noviço que recite 50 Ave Marias por dia, meditando na vida de Jesus.
O jovem noviço, que se chamava Domingos, redige, então, 50 curtas meditações, não só em latim, como também em alemão.
O prior fica encantado com esta nova modalidade de meditação e apressa-se em enviá-la a todos os mosteiros de sua congregação.
Depois, Domingos redige uma série de três vezes 50 meditações, em paralelismo com os 150 Salmos.
Pouco a pouco, para facilitar a memorização das meditações, os fiéis habituaram-se a agrupar as Ave Marias em 15 dezenas, cada dezena introduzida por um Pai Nosso. Assim, reduziu-se o número de meditações que passaram de 150 para 15.
Assim, nasceu o Rosário.
Conservou-se o nome de "Rosário" para designar as 15 dezenas e "terço" para designar cinco dezenas.
Devemos a difusão do Rosário ao Irmão Alain de la Roche, nascido na Bretanha, em 1428, e pertencente à ordem dos Pregadores (Dominicanos). Ele pregou em Flandres, depois em Lille onde, em contato com os mosteiros Cartuxos, descobre e se entusiasma com as meditações de Domingos da Prússia. Promovendo a criação das Confrarias do Rosário que alcançaram grande sucesso na Itália e depois em toda a Europa ocidental.
Curiosamente, Alain de la Roche atribuía a origem do Rosário a São Domingos, fundador de sua Ordem, falecido am 1221!
Mesmo sem o menor fundamento histórico, esta legendária informação atravessou os séculos e chegou até bem pouco tempo atrás.
No final do século XV, surge a fórmula que constitui a segunda parte da Ave Maria: "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores..."
O adjetivo "pobres", antes de "pecadores", foi acrescentado mais tarde.

A oração do povo cristão

No século XV, as impressoras já permitiam que se multiplicassem os livretos, adornados de gravuras representando os "mistérios" selecionados para as meditações.
Em 1571, o Papa Pio V, dominicano, institui a festa de Nossa Senhora do Rosário, a ser comemorada no dia 7 de outubro (festa que a Confraria já comemorava anteriormente), em ação de graças pela vitória de Lepanto sobre os turcos, vitória esta considerada como milagre obtido através do Rosário, rezado nesta intenção, por toda a cristandade.
Em 1572, o mesmo Papa Pio V oficializou a relação dos 15 mistérios. O Rosário se tornava a oração do povo cristão. E no decorrer dos séculos, o nome de grandes cristãos ficou ligado, para sempre, ao Rosário.
No século XVIII, Luís-Maria Grignon de Monfort torna-se o grande apóstolo do Rosário.
No século XIX, Pauline Jaricot lança o Rosário vivo, na gruta de Lourdes; em 1858, Bernadette Soubirous reza o terço com a Santíssima Virgem; Bartolo Longo funda, em Pompéia, um Santuário dedicado à Virgem do Santo Rosário; o Papa Leão XIII consagra doze encíclicas ao Rosário, o que lhe valeu ser chamado de "o Papa do Rosário".
No século XX, em Fátima, no ano de 1917, a própria Nossa Senhora declara às três crianças: " Eu sou Nossa Senhora do Rosário. Vim para exortar os fiéis a rezar o terço a cada dia, a fazer penitência para reparar seus pecados e a mudar de vida."
Neste início do século XXI, o Papa João Paulo II proclama, a 7 de outubro de 2002, o ano do Rosário. E acrescenta aos quinze mistérios já existentes, isto é, aos mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos, "pequenas novidades": os cinco mistérios luminosos.
E agora... cabe a cada um de nós rezar o Rosário !

Passos para um resultado fecundo

No mar da vida, naveguemos com Maria! Os mistérios da vida do Cristo que contemplamos com Ela no Rosário serão as nossas balizas! Conforme nosso rumo seja ele gozoso, luminoso, doloroso ou glorioso, assim como o mar reflete o céu, nossos dias terão um "colorido espiritual."
Uma oração repetitiva
Será maçante, repetir orações? Pode não ser, se nos deixarmos impregnar pelo mistério do amor que nunca se cansa de se dirigir à criatura amada... Em Cristo, Deus não tem apenas um coração divino, mas também um coração humano. "Você me ama?" perguntou Jesus, por três vezes, a Pedro. E por três vezes Pedro respondeu: "Senhor, bem sabes que te amo." A beleza desta repetição, ditada pelo amor, está, também, no Rosário.
Deixar Deus falar
Mesmo que a passagem do Evangelho, que introduz cada mistério do Rosário, nos seja bastante conhecida, devemos considerá-la como palavras de Deus para cada um de nós, apropriada para aquele dia, para aquele momento. No silêncio interior da alma, a Palavra de Deus age com eficácia especial.
Recorrer à imaginação ou às imagens
Os mistérios do Rosário são como vinte quadros que nos permitem penetrar mais profundamente na intimidade de Jesus e de Maria. Podemos contemplar uma imagem para guiar nossa imaginação ao episódio que o mistério do terço nos sugerir.
Uma graça a pedir
Meditando o mistério e ouvindo o nosso coração peçamos a graça que mais necessitamos, para colocar o Evangelho em prática, no decorrer do dia.

Como rezar o Terço

Comecemos por escolher a série de mistérios que desejamos meditar, durante a reza do terço.
A Igreja recomenda uma certa ordem, nas orações.
Consultar : Mistérios Gozosos ; Mistérios Luminosos ; Mistérios Dolorosos ; Mistérios Gloriosos.
Iniciar o terço com o Sinal da Cruz. È o ponto de partida de nosso caminho de contemplação.
Em seguida, reafirmamos a nossa fé, rezando um Creio em Deus.
Na primeira conta do terço, rezemos um Pai Nosso: Jesus quer nos introduzir na intimidade do Pai. Que honra para nós!
E Jesus, nos ensinando a chamar Deus de Pai, nos transforma em seus irmãos e também nos torna irmãos entre nós, uns dos outros.
Nas três contas seguintes, rezemos três Ave-Marias.
Retomando as palavras de júbilo do Anjo Gabriel e de Santa Elizabeth, dirigidas à Virgem Maria, compartilharemos da admiração deles, diante de Maria, a obra prima de Deus.
Ao centro da oração da Ave-Maria, está o nome de Jesus que por si só já nos garante a esperança da Salvação.
Depois, agraciados pela relação mãe e filho, de Maria e Jesus, confiamos nossa vida e a hora de nossa morte à intercessão daquela que é Mãe de Deus.
Em seguida, um Glória ao Pai.
Nossa perspectiva é o mistério da Santíssima Trindade.
Depois disso, recitemos as cinco dezenas de Ave-Marias.
Antes de cada dezena, meditemos sobre uma passagem da vida de Jesus e de Maria, isto é, meditemos no “mistério” do ciclo escolhido, e logo em seguida, na primeira conta, um Pai Nosso que introduz as dez Ave-Marias, entre as quais podemos inserir uma intenção, um adendo, ou também acrescentando palavras que possam ilustrar o mistério.
E terminemos com um Glória ao Pai.
Ao final, podemos concluir o terço com uma Salve Rainha, que nos colocará no mesmo diapasão da corte celeste.
Podemos terminar com uma invocação à Nossa Senhora da Medalha Milagrosa:
“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.

Orações para rezar o Terço

Em nome
do Pai,
do Filho
e do Espírito Santo.

Amém

Creio em Deus, Pai todo poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, ressuscitou no terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna, Amém.
Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome; venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia, nos daí hoje. Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
Ave Maria : Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós, entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio e agora e sempre, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

Mistérios Gozosos
Mistérios Luminosos
Mistérios Dolorosos

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